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16 05 2016 12:04 Dr. Luciano Gibran explica como se desenvolve a endometriose:
Dr. Luciano Gibran explica como se desenvolve a endometriose:

A endometriose é caracterizada pela presença do endométrio – tecido que reveste o útero internamente – fora da cavidade uterina.  O endométrio é um tecido glandular que cresce por estímulo hormonal, com a finalidade de receber o embrião fecundado e possibilitar uma nova gravidez.

Todo mês, quando começa uma menstruação se inicia um novo ciclo menstrual e os hormônios produzidos pelos ovários induzem o crescimento do endométrio. Ele cresce durante os primeiros 14 dias do mês, aproximadamente, chegando a uma espessura de 10 a 11 milímetros, momento em que a mulher ovula. Se ocorrer a fecundação desse óvulo pelo espermatozóide, ao chegar dentro do útero, o embrião poderá se implantar no endométrio.

Logo, a partir de uma simples analogia, o endométrio é como a terra de um vaso de plantas; sem a terra a semente não germina. O mesmo acontece com o embrião num útero sem endométrio: ele não consegue se implantar e ocorre um aborto. Ao chegar no útero que tem um endométrio saudável e maduro, o embrião se implanta e se desenvolve a gestação.  Segundo o Dr. Luciano Gibran, o que se quer elucidar nesse exemplo, é que o endométrio não deve ser visto como um vilão. Na verdade, ele é fundamental para o processo de gravidez e o problema acontece quando esse tecido glandular aparece fora do útero, que é o que ocorre em mulheres com endometriose.

Dos locais onde ocorrem a endometriose, o mais frequente é o peritônio – tecido de revestimento da cavidade abdominal. A endometriose peritoneal se divide em dois tipos: superficial, que acomete somente a superfície do peritônio, e a profunda, que é aquela que infiltra o retroperitônio podendo comprometer  nervos, causando severas dores. A endometriose profunda pode também acometer intestino, bexiga, ureter, apêndice, intestino delgado (íleo, ceco) e musculatura do assoalho pélvico.

Há uma série de transformações celulares como produção de células do sistema imunológico, citocinas, macrófagos, linfócitos, que acabam gerando um processo inflamatório intermitente na região afetada pela endometriose.  Por isso, a doença é, por definição, de ordem inflamatória, motivo pelo qual promove dor e infertilidade.

 

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